Mistérios e Segredos do Sítio Casarão

Mystery and Secrets of the ranch townhouse

domingo, 30 de junho de 2013

A MANIFESTAÇÃO DO DIA 28-06-13!


Estava combinado: 17 horas – concentração na UFES; 18h30 – início do protesto. Trajeto: 1º Praça do pedágio da 3ª ponte; 2º Prefeitura de Vitória e 4º - Rede Gazeta.


Enquanto isso, em algum cômodo de uma residência oficial, um cidadão provavelmente aguardava notícias do movimento. Dias antes se uniu a imprensa sensacionalista na tentativa de reforçar o clima de “terror” nas manifestações, aconselhando os cidadãos a "não irem para as ruas". Mas parece que ele perdeu a credibilidade: o golpe fracassou e o movimento não esvaziou!  


Bem antes das 17h cidadãos já estavam no ponto de concentração. Movidos por uma empolgação há muito contida, chegavam com tecidos, cartolinas e outros itens necessários para expor, em letras e desenhos, o que seria ecoado durante o protesto.


Aos poucos o espaço vai sendo ocupado por cidadãos insatisfeitos, indignados, revoltados... que aglomeravam-se em frente ao teatro que, por ironia ou não, foi o local escolhido para dar início ao “3º Grande Ato” da semana. 


Muitos manifestantes já eram familiares e novos rostos marcavam presença. Nessa concentração de brasileiros a diversidade era notória: várias gerações, classes, cores, estilos... Mais variados ainda eram os motivos que levavam, naquele momento, simples cidadãos a se tornarem “guerreiros”: descaso com os aposentados, falta de investimentos em ciclovias, destruição de nossas riquezas naturais, corrupção, transporte público de péssima qualidade e caro, democratização da mídia, sistema de saúde precário, segurança inexistente, educação falida... 


Dado o horário da partida (18h30), bandeiras, cartazes e gritos se levantam e mais uma vez o povo invade as ruas.


Não existe imagem mais bela do que ver pessoas distintas unidas por direitos comuns. Uma grande lição para quem se arma de preconceitos: temos as mesmas necessidades.

Logo no início, em um carro de som, alguém anunciava a presença da policia dizendo que seguiriam até o fim, garantindo a segurança de todos. Ainda bem que avisaram, pois quem poderia imaginar que seria para isso!? 


O protesto seguiu o roteiro definido de forma pacifica e organizada. Foram mais de 5 MIL cidadãos (estimativa da PM) e inúmeras insatisfações e indignações manifestadas nas palavras de ordem.  


A PM, ao contrário das manifestações anteriores onde preservou o interesse do Governador em defender o patrimônio da Rodosol, financiadora de campanha, com repressão truculenta contra os manifestantes, implantou uma estratégia mais coerente e “eficiente”: manteve-se ao longo da trajetória do protesto evitando possíveis dispersões, de grupos suspeitos, por outras vias, com intuito de promover a desordem.


FOTO: Edson Chagas
Por volta das 19h chegaram na praça do pedágio da Terceira Ponte unindo-se ao grupo canela-verde. Nesse momento os ciclistas ergueram suas bikes exigindo ciclovias,  o fim da cobrança do pedágio e soluções para a mobilidade urbana e transporte público de qualidade. 

Da Terceira Ponte seguiram para a Prefeitura de Vitória e em uma breve parada protestaram contra a incompetência do poder público e a corrupção instituída.


Em frente a Rede Gazeta: reivindicaram a democratização da mídia. FOTO: Tiago Casagrande

Em seguida, marcharam até a Rede Gazeta - filiada da Rede Globo no Estado – onde repudiaram o sensacionalismo, a omissão e distorção dos fatos em relação ao movimento, destacando ações de uma minoria de vândalos e ignorando as causas maiores, manifestadas pelos participantes e reivindicaram a democratização da mídia.

Durante a trajetória, a população demonstrava apoio ao movimento aplaudindo os manifestantes ou piscando as luzes, acenando com bandeiras, lençóis e mãos.


Por fim, mas uma vez a mensagem foi dada aos que tem ou que deveriam ter “vergonha na cara”. 


Na dispersão não foi registrado ato violento que mereça destaque, se não aqueles que acontecem em qualquer evento que reúne considerável número de pessoas. Na praça de pedágio, a polícia investiu contra uma minoria que tentou contrariar orientações da tropa e essa novamente agiu de forma truculenta. Estaria nossa polícia, de fato, despreparada ou apenas mal orientada?


Lamentavelmente não faltam oportunistas e vândalos nas ruas, em festas, shows, greves e, principalmente, nos órgãos públicos.

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