Mistérios e Segredos do Sítio Casarão
Mystery and Secrets of the ranch townhouse
domingo, 24 de fevereiro de 2013
PAGAMOS O 2º MAIOR SALÁRIO DO MUNDO PARA SERMOS ROUBADOS!?
Congressista do Brasil é 2º mais caro do mundo
Esmiuçados em notícia
do repórter Paulo Gama, os dados constam de pesquisa realizada pela
ONU, em parceria com uma entidade chamada União Interpalamentar. O
estudo envolve 110 países. Calma, não azede o seu domingo. Você tem
sempre que pensar no lado positivo das coisas. O espelho, por exemplo.
Já imaginou que Brasil maravilhoso será o Brasil no dia em que o eleitor
enxergar no próprio reflexo a figura de um cúmplice. Repare bem: quando
um político inescrupuloso faz do eleitor um idiota, é porque encontrou
matéria prima.
Diante disso, eles fazem de tudo para se manterem no poder e nós, idiotas, acreditamos e continuamos reelegendo velhas raposas corruptas, potencializando ainda mais o seu poder de manipulação, compra de votos, crimes encomendados, formação e manutenção do crime organizado.
O TOP 10 DAS MELHORES PRAIAS DO MUNDO!
Praia de Noronha é 4ª em ranking mundial de praias feito por turistas
Baía do Sancho é também a mais bem avaliada em lista só do Brasil.
Lopes Mendes, no RJ, é a outra praia brasileira no 'top 10' internacional.
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| Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, considerada a praia mais bonita do Brasil (Foto: Divulgação / Administração da Ilha) |
A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), e a Praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande (RJ), aparecem entre as dez praias do mundo mais bem avaliadas por viajantes segundo uma pesquisa do site TripAdvisor. A primeira ficou na quarta colocação e a segunda, na sétima.
O resultado da premiação Traveler's Choice 2013-Praias foi divulgado
nesta quarta-feira (20) e premiou, ao todo, 276 praias. Além da lista
global, foram feitos rankings específicos por regiões e países: Brasil,
África, Ásia, Caribe, América Central, Oriente Médio e Estados Unidos
foram alguns segmentos.
A seleção foi baseada na qualidade e na quantidade de comentários e
avaliações das praias feitos por milhares de usuários do site durante 12
meses.
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| Spiaggia dei Conigli, na Itália, que ficou em primeiro lugar no ranking mundial (Foto: Chris Warde-Jones/Bloomberg News) |
De acordo com o levantamento, a melhor praia do mundo é a Spiaggia dei
Conigli, na Itália. Em seguida vem uma praia caribenha: Grace Bay, em
Turks and Caicos. A terceira colocação ficou com a praia Whiteheaven
Beach, na Austrália.
Na lista brasileira, as localidades com mais praias premiadas são
Fernando de Noronha (PE), Ilha Grande (RJ), Porto de Galinhas (PE) e Rio
de Janeiro (RJ), cada uma delas com duas praias. Pipa (RN) e Maceió
(AL) também aparecem na lista, com uma opção cada.
Clique AQUI e conheça as dez praias vencedoras no Brasil e no mundo.
FONTE: G1
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
CONCURSO DE FOTOGRAFIA NA SEXAGENÁRIA REGATA VOLTA DA TAPUTERA, NO PORTO DE VITÓRIA!
A história da regata se mistura com a história da sociedade Capixaba, matéria do site o jornal de 1957..
Desde 1949 é realizada a Volta da Taputera, evento náutico que percorre
aproximadamnte 16 km na baía de Vitória e que vai até a Taputera, pedra
submersa marcada por uma bóia em frente ao Museu da Vale, em Argolas.
Encontramos na Revista Vida Capichaba que circulou no ES em 1957 (cedida gentilmente
pela Casa da Memória de Vila Velha), matéria sobre esse evento.
Interessante constatar a evolução da mídia. Se antes o evento era
noticiado em revista impressa em preto e branco e narrado por
radialistas, hoje é possível acompanhar o evento na Internet, com
imagens coloridas, sons e movimentos.
Leia a matéria publicada na época (1957).
Volta da Taputera
Taputera é uma bóia localizada na altura de Argolas. E é também uma
competição náutico-esportiva das mais famosas e bem organizadas do
Brasil. Idealizada pelo iatista Tarquínio da Silva,a Volta da Taputera
foi corrida pela sétima vez, patrocinada pelo Iate Clube do Espírito
Santo.
Dando um toque de calma poesia à manhã, os pequenos iates
cortavam as águas da baía como brancas garças, com suas velas largadas
ao vento como asas. Multidões de entusiastas aglomeraram-se à entrada da
baía para torcer melhor à passagem de seus preferidos, enquanto outros,
mais comodamente, ficaram-se em suas casas a ouvir os lances da corrida
através do rádio.
No final da competição, Vitória inteira aplaudiu o
feito de Fernando Jackes e Murilo Horta, os campeões, que na montagem,
posam ao lado do barquinho, cansados mas felizes. O iate campeão tinha
um nome sugestivo: "Barbaridad".
Mario Menezes e Manuel Rodrigues foram os lanterninhas e ganharam uma taça alusiva.
Mister Brown, o homem da Central Brasileira de Força Elétrica, foi
juiz-auxiliar na raia e um cronista especializado garantiu que gastou
muita "energia".
Texto publicado originalmente na Revista Vida Capichaba, de 1957.
Autor: Mickey
Fotos de Pedro Fonseca e Arquivo.
Nota do Site: Consultamos Willian Brown, para mais informações sobre o
Mister Brown da foto publicada na matéria. Veja o que ele nos informou:
"Mister Brown, só tem um! Meu avô, nascido em Leicester na Inglaterra, em 1908... Que é o da foto, histórica por sinal."
Willian Brown é filho do famoso velejador Morris Brown e irmão do nonacampeão brasileiro de Vôo Livre Frank Brown.
MISTÉRIO 2: ALERTA: 100 MIL GOLFINHOS MIGRAM MISTERIOSAMENTE! ALGO VAI ACONTECER?
Atenção: 100 MIL golfinhos migrando JUNTOS? Algo vai acontecer?
Um grupo de mais de 100 mil golfinhos foi visto na costa de San Diego, Califórnia – EUA, fazendo um espetáculo no mínimo curioso para observadores da natureza. Estas belas criaturas costumam reunirem-se formando grupos de no máximo 200 animais, durante movimentos migratórios ou em busca de alimento, no entanto este grupo em deslocamento, realmente assusta pela quantidade, podendo indicar algum perigo na região, já que esta espécie é conhecida por sua percepção apurada e sensível.
Golfinhos pressentem o perigo e qualquer mudança significativa em seu ambiente. Migrações em escala menor já foram observadas, nos anos de 2012 e 2011, entretanto nunca em tal número. Quando atividades anormais acontecem, entre espécies de mamíferos aquáticos, como baleias, orcas e golfinhos, já observados anteriormente, logo depois, aconteceram eventos sísmicos no leito do oceano ou outros fenômenos ligados a catástrofes naturais. As catástrofes artificiais, causadas pelo homem como vazamentos de petróleo ou gás em plataformas petrolíferas instaladas em alto mar, e as perfurações no leito do oceano, também já foram captados pelos golfinhos, e os fizeram reagir de forma semelhante.
O que estariam percebendo estes belos e sensíveis moradores dos oceanos,
deslocando-se de maneira desesperada, num grupo tão grande, que deixou
até mesmo biólogos marinhos estarrecidos? Para uma espécie considerada
inteligente e que interage com a natureza e suas forças, que tipo de
evento está para acontecer, ou esta acontecendo, que está sendo
decodificado por seus sensores extremamente sensíveis?
Os sinais estão sendo enviados pela natureza e precisamos o mais breve
possível decodificá-los e traduzi-los, para termos a chave do
conhecimento para nos prevenirmos de eventos futuros.
Golfinhos são animais que costumam formar grupos relativamente grandes, mas isto entre 15 a 200 membros no máximo. Neste caso em particular, segundo testemunha, “eles vinham de todas as direções. Você podia ver os golfinhos até onde sua visão podia alcançar”. De acordo com a NBC, o imenso grupo de golfinhos ocupava uma área do Pacífico com extensão de mais de 11 quilômetros. Biólogos ainda não têm uma explicação precisa para o fenômeno. As suspeitas apontam para um movimento migratório em massa.
Golfinhos são animais que costumam formar grupos relativamente grandes, mas isto entre 15 a 200 membros no máximo. Neste caso em particular, segundo testemunha, “eles vinham de todas as direções. Você podia ver os golfinhos até onde sua visão podia alcançar”. De acordo com a NBC, o imenso grupo de golfinhos ocupava uma área do Pacífico com extensão de mais de 11 quilômetros. Biólogos ainda não têm uma explicação precisa para o fenômeno. As suspeitas apontam para um movimento migratório em massa.
Fonte: NBC
Fonte do vídeo/crédito: Youtube / ExclusiveTechNews
Colaboração: Mari M. (via e-mail).
Apoio: Greg (Biologia Marítima - San Francisco, Califórnia – EUA).
Tradução, adaptação e edição: Gério Ganimedes.
Comentários do Autor
Penso que, para uma quantidade tão grande de animais desta espécie, considerada extremamente dócil, sensível e inteligente, existem duas hipóteses para tal movimento:
Primeira – Estariam sendo atraídos por abundantes cardumes de peixes. Poderiam estar famintos, já que algumas regiões dos oceanos estão apresentando escassez de alimento (sardinhas, tainhas e pescada);
Segunda – Estão captando algum tipo de sinal proveniente da costa, do leito do oceano ou até quem sabe, muito mais além. Neste caso, poderiam estar assustados, fugindo da fonte emissora do perigo;
No entanto é cedo demais, para afirmar com clareza, o que causou ou está causando este evento, no mínimo intrigante. Então, antes de ir mais além, prefiro aguardar os acontecimentos na região da costa da Califórnia. Penso que estes animais costumam perceber abalos sísmicos quase imperceptíveis, que nem mesmo sismógrafos detectam, o que pode indicar, neste caso, o movimento de placas tectônicas e como conseqüência fortes terremotos pela frente. Torçamos para que seja apenas um apurado paladar e um apetite voraz, e que no máximo, tenhamos mais de 100 mil golfinhos de barrigas bem cheias e felizes.
MISTÉRIO 1: BOLA DE FOGO INTRIGA CARIOCAS e CAPIXABAS!
A “bola de fogo” que assustou alguns moradores do Espírito Santo também foi vista na manhã desta quarta-feira (20) no interior do estado do Rio de Janeiro. Em Cabo Frio, testemunhas afirmaram que viram a movimentação por volta de 10h10 da manhã e dois helicópteros da Marinha teriam passado pelo local.
Segundo informações da Marinha do Brasil em São Pedro da Aldeia, o sobrevôo das aeronaves no local não teria relação com o incidente. Moradores de Araruama, Campos dos Goytacazes, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo também disseram que viram o objeto de cor laranja.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA, AQUI!
FONTE: Folha Vitória
LEIA A MATÉRIA COMPLETA, AQUI!
FONTE: Folha Vitória
PORTO ALEGRE: COPA com COPAS! A LUTA CONTRA AS MOTO-SERRAS!
Marcadas pra morrer. Enquanto a prefeitura
segue no antropocentrismo, parte da coletividade rompe com isso e
protege as árvores. Foto: Cíntia Barenho/CEA
Quase quatro décadas após gesto pioneiro, manifestantes voltam a subir em árvores, para que “desenvolvimento” não signifique alienação e aridez
Por Elenita Malta Pereira*
As árvores de Porto Alegre
andam tristes. Com o aumento da frota de automóveis e a obtenção de
verbas federais, associada à Copa do Mundo de 2014, a prefeitura iniciou
uma série de obras viárias: construção de passagens subterrâneas,
duplicação e ampliação de avenidas. Por isso, centenas de árvores estão
marcadas para morrer, em diferentes bairros. Algumas já começaram a ser
cortadas, o que vem gerando intensos protestos de ecologistas, moradores
e amantes das árvores em geral.
Na Praça Júlio Mesquita, em frente à Usina do Gasômetro, catorze tipuanas (Tipuana Tipu)
sangraram pela ação de moto-serras de funcionários da Secretaria
Municipal de Obras e Viação (Smov). O corte, que ocorreu sem qualquer
aviso ou consulta popular, surpreendeu os moradores e quem passava pelo
local na manhã de quarta-feira (06/02/2013). A justificativa da
administração municipal foi que as árvores precisavam ser removidas para
a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, uma das obras em
andamento para a Copa do Mundo. Segundo a prefeitura, essas obras
contribuirão para odesenvolvimento de Porto Alegre.
A operação teve licença
ambiental liberada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e
prevê compensação através do plantio de 400 novas mudas em outros pontos
da cidade. Segundo a prefeitura, após a conclusão das obras viárias,
será desenvolvido um projeto de arborização para a Edvaldo Pereira Paiva
e toda a orla do Rio Guaíba será remodelada.
Subir nas árvores, ontem e hoje
118 árvores foram marcadas
previamente para o corte com a letra “C”, porém, quando os funcionários
cortavam a 14ª tipuana, por volta de 11h30 da manhã, ocorreu algo não
planejado pela administração municipal: jovens subiram nas árvores para
impedir a derrubada. E conseguiram, pelo menos temporariamente.
Nem os cortes de árvores,
para abrir espaço a obras viárias, nem subir nas plantaspara impedi-los,
são novidades em Porto Alegre. Essa mesma estratégia foi utilizada, há
38 anos, por Carlos Alberto Dayrell, para evitar o corte de (também)
tipuanas, que estariam atrapalhando a construção de um viaduto, na
Avenida João Pessoa, no centro da cidade. Em 25/02/1975, cerca de 10h da
manhã, a caminho de fazer sua matrícula na Escola de Engenharia da
UFRGS, Dayrell percebeu que algumas pessoas apenas observavam o corte
das árvores. Indignado, resolveu subir na 7ª tipuana a ser derrubada.
Ele era sócio da Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente
Natural, fundada em 1971). Em uma das reuniões da entidade, o ecologista
José Lutzenberger conclamara os jovens a subirem nas árvores para
defendê-las. Quando viu a derrubada, Dayrell não teve dúvidas:
aproveitou a própria escada da Smov (utilizada para cortar os galhos)
para subir na tipuana. O episódio teve repercussão nacional e deu
visibilidade às causas ecológicas defendidas pela Agapan e por
Lutzenberger.
Declarações infelizes
O interessante é que a
condução de obras de mobilidade urbana não mudou muito em Porto Alegre,
apesar dos dois episódios terem ocorrido em contextos bem distintos. Em
ambos os casos, a população não foi consultada ou, pelo menos, avisada
do corte das árvores. Embora tenham passado quase 40 anos daquele tempo,
quando vivíamos uma ditadura militar, a filosofia que rege a
administração municipal – e também a federal – permanece a mesma: a
primazia do desenvolvimento econômico sobre a preservação da natureza.
Os projetos não preveem nem tentam contornar a presença de árvores –
plantadas há décadas – que fazem parte do cotidiano dos moradores da
cidade.
Para piorar a situação, o
prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, emitiu notas na imprensa
gaúcha que acirraram ainda mais os ânimos dos movimentos sociais contra a
atitude da prefeitura. Fortunati disse que “as pessoas não utilizam
estas árvores no Gasômetro”, e que a o alargamento da avenida é
necessário, porque “existe um gargalo no trânsito e o monóxido de
carbono liberado no ar diariamente é muito grande”.
Essas declarações foram, no
mínimo, contraditórias. Se o fluxo de veículos no local é intenso e
libera alta concentração de gases poluentes, as árvores do Gasômetro são
extremamente úteis. A afirmação de que não eram utilizadas gerou
inúmeros comentários irônicos, charges e foto-montagens no Facebook.
Centenas de pessoas manifestaram-se, indignadas com o que seria a “falta
de uso”. Afinal moradores e turistas costumam frequentar o local em
seus momentos de lazer. Muitas famílias e grupos de amigos tomam
chimarrão, fazem piquenique e até churrasco, ou simplesmente ficam na
sombra das tipuanas.
Além disso, todos por ali respiravam o oxigênio
produzido por aquelas árvores.
Se o prefeito e secretário de meio ambiente não cuidam, a coletividade cuida #ecologia. Foto: CíntiaBarenho/CEA
Por uma copa com copas
Movimentos sociais de
diversas ONGs, coletivos e simpatizantes de causas ambientais
organizaram, através das redes sociais, um manifesto para o dia seguinte
ao dos cortes (07/02/2013), na frente da Usina do Gasômetro. Convocadas
às pressas, cerca de 500 pessoas compareceram ao evento. O sentimento
geral era de indignação e revolta, tanto pelo que consideravam crime
ambiental, quanto pelas declarações do prefeito.
Para mostrar que a população
utilizava as árvores, jovens e crianças realizaram acrobacias,
pendurando-se em faixas de tecido amarradas numa velha tipuana que
escapou da moto-serra.
Quando já havia um bom
público no local, por volta das 18h30, os manifestantes começaram a
colocar galhos e troncos das árvores cortadas no meio da avenida.
Interrompendo o trânsito (a mobilidade urbana, que foi a causa da
derrubada), queriam garantir visibilidade ao protesto, e também
sensibilizar a população para a necessidade de preservar as árvores
locais.
A rua ficou tomada pelos
galhos das árvores e pelos manifestantes, que portavam banners
relacionando a Copa do Mundo com o corte das copas das árvores.
Muitas pessoas comentaram,
durante o manifesto, que um evento tão breve como a Copa do Mundo (em
Porto Alegre, serão apenas quatro jogos) não poderia justificar a
derrubada de árvores que deviam ter cerca de 50 anos. Moradores locais
acreditam que as tipuanas tenham sido plantadas nas décadas de 1960-70 e
que, mesmo sendo exóticas, tornavam a paisagem bela e agradável. Para
essas pessoas, as árvores eram muito úteis.
Outro ponto comentado foi o
plantio para compensar os cortes. Mesmo que o número de mudas (400) seja
bem maior do que as árvores que a serem derrubadas (115), quem irá
fiscalizar o crescimento e o regadio? Além disso, as mudas levarão
décadas para ficar do mesmo tamanho das árvores cortadas, portanto a
medida não seria satisfatória em termos de compensação ambiental.
Também chamou a atenção de
muitos o fato de as árvores estarem literalmente sangrando. No local do
corte, os troncos apresentavam uma espécie de goma ou resina vermelha. A
substância vermelha é uma seiva da casca da tipuana, como se fosse um
suor do caule. Ao entrar em contato com o ar, a seiva endurece e fica
com aparência de uma cera de vela derretida. A visão da seiva endurecida
conferiu maior dramaticidade ao protesto. Seres vivos, assim como nós,
humanos, as tipuanas também sangram ao serem feridas.
Por volta das 20h, parte dos
manifestantes continuou o protesto à frente da prefeitura municipal.
Portando galhos das árvores cortadas, tal qual soldados o bosque de
Birnam, em Macbeth, eles caminhavam sob o olhar curioso dos
moradores do centro, e entoavam o lema da tarde “Queremos árvores!”.
Felizmente, não houve confronto com a polícia, como no episódio de 1975,
e no caso recente do Tatu-Bola, símbolo da Copa, cujo esvaziamento
gerou violência por parte de alguns policiais.
Árvores, pessoas e desenvolvimento
Devido aos protestos, a
prefeitura resolveu suspender temporariamente os cortes. De acordo com o
secretário do meio-ambiente, Luiz Fernando Záchia, é quase impossível
que sejam suspensos em definitivo. O próprio prefeito reconheceu que
houve “problemas de comunicação” no episódio. No entanto, os
ambientalistas seguirão lutando pela manutenção das árvores.
Esses acontecimentos em Porto
Alegre indicam a necessidade de profundas reflexões. A primeira é sobre
o modelo de desenvolvimento vigente no Brasil. A isenção de IPI, que
incentivou a compra de milhões de carros em todo o país, aqueceu o
consumo interno e beneficiou as grandes montadoras, mas trouxe sérios
problemas estruturais às grandes cidades, com a necessidade de obras
viárias capazes de suportar o aumento do fluxo. No entanto, para alargar
avenidas e construir novos estacionamentos, não têm sido poupados
parques, praças e árvores. O brasileiro realizou o sonho de comprar o
carro, mas dirigir tornou-se um tormento, em meio a um tráfego que pode
congestionar a qualquer horário do dia, não mais só na hora do rush.
O motorista está mais estressado e o número de acidentes de trânsito só
aumenta, ano a ano. A qualidade do ar piora, pois além de mais
veículos, há menos árvores nas ruas. Será que podemos chamar isso de desenvolvimento?
Outra reflexão pertinente é
sobre o valor da natureza para os humanos, um tema muito debatido em
ética ambiental. Grosso modo, há duas correntes dominantes, uma
antropocêntrica e outra biocêntrica. A primeira defende que a natureza
só tem valor enquanto recurso, como fonte de riquezas ao homem, e por
isso ele teria direito de explorá-la com a tecnociência. A segunda
sustenta que a natureza tem valor intrínseco, como suporte para a vida
no planeta, e que nenhum dos seres vivos é mais importante que os
demais, nem mesmo o homem. Nosso modelo econômico e civilizatório optou
pela primeira corrente, por isso a utilização maior da natureza tem sido
para produzir capital.
A morte de árvores para dar
lugar a automóveis demonstra que Porto Alegre, apesar da atuação do
movimento ambientalista há mais de 40 anos, não avançou muito em termos
de conscientização ecológica. Enquanto futebol, carros e estacionamentos
forem mais importantes do que pessoas, árvores e animais, nossa
sociedade não será desenvolvida. É por isso que subir nas
árvores e lutar contra seu corte ainda é tão importante. Manifestações
como as mencionadas neste artigo, além de lembrar a importância da
natureza, são um alento em nosso mundo capitalista, onde todo produto é
sinônimo de mercadoria. Infelizmente, para alguns, dinheiro não dá em
árvore. Mas se o capitalismo se pretende tão selvagem, deveria começar
pela preservação das árvores e dos animais, em nossas selvas de pedra…
Elenita Malta Pereira é doutoranda em História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
FONTE: Centro de Estudos Ambientais
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