A Prefeitura de Vila Velha continua se empenhando para garantir a instalação do Porto de Águas Profundas no município, o Superporto. Caso seja aprovado, o empreendimento será construído entre Interlagos e Ponta da Fruta, região com forte potencial para o desenvolvimento turístico que, ao contrário do Superporto não interfere no paisagismo e nem traz riscos de depredação ambiental e poluição.
A população
vila velhense segue de fora desse processo e o Poder Público não parece nem um pouco preocupado em saber se concordam ou não com a construção do empreendimento no município.
A
construção do grande empreendimento no município preocupa a comunidade
vila velhense que teme os impactos que trará à região. Por conta disso,
foi realizado no dia 26 de novembro do ano passado, no Fórum Popular em
Defesa de Vila Velha (FPDVV), o seminário “O Porto de Águas Profundas e
os seus Impactos” com o objetivo de apresentar e esclarecer à sociedade
quais
serão os impactos que o porto poderá trazer ao município.
Na ocasião, o então prefeito Neucimar Frga (PR) tomou a iniciativa de atrair o
empreendimento sem consultar a população divulgando, apenas, os impactos financeiros.
Pescadores
da região, onde pretendem instalar o Porto de Águas Profundas,
acreditam que o empreendimento trará efeitos parecidos aos causados à
Praia de Camburi, pelo aterro que
alongou a Ponta de Tubarão e que ocorrerá desvio
das correntes marinhas e agravará a forte erosão, que já ocorre na
região.
A Ponta da Fruta é importante para a reprodução da vida marinha, tendo em vista que abriga a foz do Rio Jucú
e as ocupações irregulares no entorno do rio já causam graves
problemas para o população vila velhence por conta do seu assoreamento e
progressiva diminuição de
sua vazão. Em resumo, qualquer interferência nessa região poderá
aumentar consideravelmente as enchentes que os moradores do município,
mesmo sem esse porto, conhecem muito bem.
A
importância do Porto de
Águas Profundas para o Espírito Santo e compreendida, entretanto não se
pode ignorar suas consequências e deixar a sociedade civil fora dessa
discussão, tendo em vista que o município poderia ganhar muito mais com o
desenvolvimento turístico na região que, além de ser lucrativo, não
polui e sugere a preservação ambiental no lugar de sua destruição.


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