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É fato: a indústria do turismo não polui, preserva e gera renda!
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O Espírito Santo, embora tenha um forte potencial turístico, não o explora e, para piorar, vem perdendo suas riquezas naturais e seus patrimônios materiais e imateriais por falta de manutenção, preservação e de uma tradição cultural política de não investir no turismo, na cultura e no meio ambiente.
É preciso sair do senso comum e vislumbrar um futuro construído com soluções econômicas que melhorem e preservem a vida. O sul do país é um ótimo exemplo de investimento em turismo e se destaca por explorar suas riquezas naturais, sendo o turismo de negócio, fraco.
Dois bons exemplos do potencial da indústria do turismo são as cidades de Ibiza, na Espanha e Mykonos, na Grécia. Ambas desconhecem a grave crise vivida atualmente em seus países e não são alvos de manifestações por conta da dificuldades financeiras.
biza explorou sua beleza natural transformando-se no paraíso mundial da festa e da música, atraindo personalidades artísticas e profissionais internacionais. O turismo lá é tão bem explorado que um dos maiores Djs da atualidade, David Guetta, inaugurou em julho do ano passado um clube no aeroporto, para as pessoas dançarem até a hora de embarcar.
A ilha grega de Mykonos, considerada a nova Ibiza, também não foi atingida pela grave crise na Grécia. O investimento em atratores turísticos, explorando suas belezas naturais e localização geográfica, colocou definitivamente a ilha na rota do que há de melhor em turismo. Mykonos é afastada de tudo, embora próxima da costa e da Espanha (pouco mais de uma hora e meia, de avião) e a hospedagem, nos hotéis de alto luxo, não é cara. Além disso, o balneário conta com muitas opções com diárias econômicas, agradando todos os bolsos. Mykonos atrai milionários sauditas, que já descobriram esse paraíso e não poupam dinheiro na hora de investir em lazer.
Nossos gestores precisam, urgentemente, mudar o foco e enxergar o turismo como uma indústria limpa. Talvez por nunca ter sido uma preocupação da administração pública, o turismo aqui perde disparado para as grandes industrias poluidoras. Olhando para os investimentos anunciados, principalmente para os portos que estão previstos de norte a sul do Estado, podemos prever que no futuro o capixaba não verá mais o horizonte e sim um paredão de navios, cada um despejando suas águas de lastro em nosso mar, poluindo, destruindo e, o que é muito pior, trazendo para as nossas praias doenças internacionais. Ou seja, nossas belas paisagens darão lugar aas torres, chaminés, fumaça, poeira... A cor predominante será a cinza e as doenças já garantidas, são as respiratórias.
Nossos gestores tentam nos convencer que essas indústrias e portos, poluidores, trazem desenvolvimento e geram empregos. Mas e o lado negativo? Essas indústrias aumentam consideravelmente o fluxo de veículos pesados em nossas vias, a poluição, o barulho, a insegurança, comprometem o paisagismo natural, provocam adensamento desordenado, entre outros...
Talvez esse seja o principal motivo de o nosso Estado, mesmo estando localizado na região mais desenvolvida do Brasil (Sudeste) e ser vizinho do Rio de Janeiro, conhecido em todo território nacional e internacional, ser ignorado e “invisível” aos olhos dos demais brasileiros.
Isso é lamentável, tendo em vista que temos características geográficas semelhantes as do Estado vizinho. O que falta então? Seria uma nova forma de administrar, mudando o foco de indústrias e portos poluidores para o turismo, a cultura e o meio ambiente?
Assim, o projeto do vereador Auredir é salutar e demonstra essa nova visão. É coerente e promove, de fato, o desenvolvimento das nossas riquezas naturais. Não é um projeto utópico, trata-se de uma nova forma de administrar a cidade, mudando o foco e reconhecendo o seu potencial natural, investindo na exploração ordenada e sustentável. Para isso, nada melhor do que a indústria do turismo que precisa preservar ao invés de destruir.
Explorar nossas riquezas naturais de forma positiva é uma forma inteligente de administrar.. Isso sim é desenvolver, esse é o caminho... o resto, é destruição!
Parabéns, Vereador!


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