BRASIL CARINHOSO
OBS.: carta entregue em mãos à PRESIDENTE.
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães.
Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó,
pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu
contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada
Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio
do BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de
eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso
que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos
eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e
prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História
do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que
têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai
estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com
certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para
engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão
correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem
dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem,
claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito
fácil fazer gracinha, jogar para a plateia.
É fácil e é um sintoma
evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso)
irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não
votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente
da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem
votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é
raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau
sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São
discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do
Brasil.