Mistérios e Segredos do Sítio Casarão

Mystery and Secrets of the ranch townhouse

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SÍTIO CASARÃO: RESULTADO APÓS INCÊNDIO: DESCASO, OMISSÃO e POLITICAGEM!!!

Foto: Joatan Alves.

A Defesa Civil, após vistoria do Casarão, que foi incendiado no mês passado (25), concluiu que sua estrutura ficou comprometida mas que é possível recupera-lo. 

O laudo do Corpo de Bombeiros, sobre as causas do incêndio, ainda não saiu e, segundo assessoria do órgão, por ser uma edificação muito grande serão necessárias a realização de novas diligencias para uma pericia mais detalhada. Entretanto, mantêm-se a suspeita de incêndio criminoso.

A Delegacia Patrimonial de Novo Horizonte, também acompanha o caso. 

Diante da triste situação do imóvel, é necessário ações rápidas para salva-lo pois mantê-lo abandonado, como estava, só contribuirá com a sua total destruição.

DESCASO

Cidadãos conseguiram dividir empreendimento da MRV  e salvar parte da área do Sítio Casarão (em verde).

Parte do Sítio Casarão, localizado em Balneário de Carapebus, na Serra, após diversas manifestações e ações promovidas com a ajuda da sociedade civil, moradores da região, do município e até de outros estados, foi doada para o Instituto Goiamum pela MRV Engenharia, por recomendação da Prefeitura da Serra que, na ocasião, recusou recebe-lo alegando não ter verba e condições para reforma-lo, mesmo sendo o segundo município mais rico do estado e desprovido de um espaço tão relevante para o desenvolvimento social, cultural, ambiental e turístico que, antes de ser vendido para a construtora, recebia turistas e estudantes que ficavam surpresos com os mistérios e sgredos do intrigante e curioso Casarão.


A MRV nunca demonstrou interesse em preservar a área, mesmo após comprometimento da sua doação e, no local, ela já iniciou a construção dos empreendimentos previstos, sendo dois condominios de prédios.

Tão curioso e intrigante quanto a história do Casarão é a relação da construtora com a prefeitura. A MRV possui inúmeros empreendimentos espalhados pela cidade, que é o seu principal canteiro de obras, no estado. Já a prefeitura parece fazer tudo para atender as necessidades da construtora e, pelo menos durante a nossa luta, nunca demonstrou interesse e boa vontade em atender as necessidades dos moradores. Por incrível que possa parecer, NUNCA conseguimos uma reunião com os prefeitos (Audifax e Vidigal) para falar sobre o assunto e apresentar o projeto de criação do Parque Urbano Social, Cultural, Ambiental e Turístico, nem mesmo com a ajuda de abaixo assinado. Mas não somos nós que colocamos esses prefeitos lá? Por que será que fecham as portas para os cidadãos????
O Sítio Casarão recebia turistas e ainda em posse da MRV estava preservado! Foto de Maio de 2013.
A MRV investiu na montagem da maior árvore de natal do estado e a terceira, do Brasil, no Parque da Cidade, em Laranjeiras. No entanto, nunca se dispôs a investir um centavo para manter a preservação do Sítio Casarão, mesmo após recomendação do Ministério Público Estadual, feita em Audiência Pública realizada para discutir o seu destino.


Hoje, após o incêndio, que ocorreu um dia após a doação do Sítio Casarão, a MRV nega que era responsável pela vigilância da área. O absurdo nessa história é o fato de que, durante toda a luta a construtora foi a principal responsável pela gradativa depredação do Casarão tendo em vista que, mesmo com segurança impedindo o acesso de cidadãos dispostos a ajudarem na sua preservação, vândalos tinham acesso e destruiam o local sem qualquer impedimento e preocupação da construtora.  A vigilância, de fato, só impedia o acesso dos voluntários amigos do Sítio Casarão e não dos vândalos.

Visita Técnica com Conselho Estadual de Cultura e Secretário Est. de Cultura (Maio de 2013).
O Sítio Casarão, após alteração do Plano Diretor Municipal, está identificado como "imóveis e conjuntos arquitetônicos de interesse de preservação". Infelizmente  a perpetuação de dois políticos que se revezam na prefeitura (Audifax e Vidigal), que não investem em cultura e qualidade de vida, principalmente dos jovens e adolescentes, impede o desenvolvimento cultural, ambiental  e turístico da região e do município, pois agem como se fossem funcionários da MRV e demais grupos empresarias e não como representantes dos munícipes, que lamentavelmente insistem em mantê-los no poder.
Um bom exemplo de que esses gestores não representam o povo serrano podem ser vistos no Parque da Cidade (Laranjeiras), no Horto Municipal (Serra-sede) e na omissão e descaso com a prestação de contas para os Conselhos Municipais de Cultura e Turismo.

Visitas monitoradas encantava os visitantes. MRV proibiu as visitas, mas não o vandalismo!
O Parque da Cidade, com 115.180m², um dos maiores da Grande Vitória, custou cerca de R$ 13 milhões, é um bom exemplo de omissão, descaso e falta de respeito com a verdade e a ética. O parque foi inaugurado em DEZEMBRO de 2008 e, ATÉ HOJE, NUNCA FOI TERMINADO! 

Atualmente a prefeitura investe em uma campanha publicitária onde mente descaradamente ao informar que reformou o parque. No entanto, o que ela fez foi uma "maquiagem" para enganar aqueles cidadãos que estão indo ver a árvore de natal que, como já mencionado aqui, é um investimento da MRV e NÃO DA PREFEITURA!
Emissoras de televisão tentaram fazer matérias, para exibição em rede nacional, mostrando as particularidades do Sítio Casarão, o que ajudaria na sua divulgação. MRV nunca permitiu o acesso, nem mesmo por recomendação do MPES!
Para se ter uma ideia, o parque conta com quatro banheiros e apenas dois estão funcionando. Os outros dois não ficam abertos. Alguns prédios no local não foram terminados desde quando foi inaugurado o parque, apenas receberam pintura por fora, mas por dentro estão inacabados!

Somente agora, também por causa da árvore de natal, abriu uma lanchonete, os demais quiosques nunca foram ocupados. Existe uma loja de artesanato, mas parece que é da prefeitura ou de funcionário da mesma. Fora isso, quem frequenta o parque são cidadãos que vão caminhar, jogar bola, tênis... desprovidos de locais para comprar lanches, sucos, café... Nem mesmo vendedores de pipoca, algodão doce, maçã do amor, churros... foram licitados para ocuparem o parque, garantido mais emprego e renda para esses cidadãos e dando mais opções e conforto aos frequentadores.

O Horto Municipal da Serra, que ocupa uma área de 14 hectares, é outro investimento que passou e passa por depredações, e seu projeto original foi completamente modificado por conta do descaso e omissão da prefeitura em sua manutenção.

Os Conselhos Municipais de Cultura e Turismo são ignorados e desrespeitados pela Secretaria Municipal de Cultura e também pelos prefeitos que se revezam no mandato. A prestação de contas dos gastos nas duas áreas nunca foi aposentada e vem sendo cobrada exaustivamente pelos conselheiros. Nem mesmo o secretário comparece nas reuniões.

Encontro dos Voluntários Amigos do Sítio Casarão (Maio-2013).
Para os voluntários amigos do Sítio Casarão, cidadãos de diversas localidades que desejam a preservação do espaço, falta boa vontade é fé para a criação do parque, no local. A politicagem e os interesses pessoais estão contribuindo paras que a cada dia o casarão seja destruído. Falta iniciativas e ações para chamar a atenção dos gestores públicos para atenderem o que a sociedade civil vem cobrando, faz tempo.

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